A Câmara Municipal do Rio de Janeiro anulou, neste dia, a objeção da prefeitura a um artigo da Lei Complementar nº 293/2025 que trata da implantação do transporte aquaviário nas lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. Com essa decisão, os barqueiros que já trabalham na região há muitos anos terão a garantia de continuar exercendo suas atividades quando o novo sistema entrar em funcionamento.
O dispositivo aprovado estabelece que esses profissionais terão duas opções de atuação. Uma delas é manter o serviço com suas próprias embarcações, de forma paralela aos catamarãs previstos no projeto. A outra possibilidade é solicitar autorização para fazer parte do modelo oficial que será implementado pelo município. O objetivo é equilibrar a introdução de um sistema estruturado de transporte com a preservação de uma atividade tradicional que tem servido moradores e frequentadores do complexo lagunar por muitos anos.
A proposta que garante prioridade aos barqueiros foi apresentada pelo presidente da Câmara, Carlo Caiado. Ele destacou que o objetivo é evitar a exclusão de trabalhadores que dependem dessa atividade no novo modelo de mobilidade planejado para a região. A ideia é regularizar o serviço, melhorar os padrões de segurança e ao mesmo tempo manter os que já prestam o transporte informalmente nas lagoas. “Estamos dando a eles a oportunidade de se regularizar, com mais segurança e estabilidade, ao mesmo tempo que organizamos o sistema para oferecer um transporte mais seguro e eficiente para os moradores da região”, afirmou o parlamentar.
O transporte aquaviário será operado pelo consórcio Laguna Marítima, selecionado por meio de edital público da prefeitura. O contrato assinado com o município prevê que o sistema municipal conviva com as embarcações privadas que já fazem travessias no complexo lagunar, incluindo os barcos-táxi. A empresa ECP Consultoria e Projetos, que é parte do consórcio, informou que a possibilidade de credenciamento dos barqueiros já estava sendo considerada nos estudos para a implementação do serviço.
O grupo responsável pela concessão já elaborou um cronograma inicial de trabalho e está preparando o plano operacional que determinará as etapas de implementação, a infraestrutura necessária e as rotas. A previsão é iniciar a operação da primeira linha do sistema antes do prazo estabelecido, mesmo que o contrato permita até três anos para a completa implantação da operação.
Linhas futuras em funcionamento
O projeto foi apresentado pela prefeitura como uma alternativa para resolver os problemas de mobilidade na região da Barra. Está previsto que o sistema tenha capacidade para transportar até 90 mil passageiros por dia, conectando pontos importantes do bairro e regiões vizinhas por meio das lagoas.
As rotas planejadas irão ligar a estação de metrô do Jardim Oceânico a centros comerciais, condomínios residenciais, o Parque Olímpico e comunidades locais. Entre as linhas obrigatórias estão trajetos que passam por Rio das Pedras, conectando até a Linha Amarela, o BarraShopping e o próprio Jardim Oceânico. O sistema também será integrado aos meios de pagamento do transporte público da cidade, incluindo o Jaé e o Bilhete Único Carioca.
As 8 linhas obrigatórias do projeto de transporte aquaviário são:
Linha 1 (Expressa): Rio das Pedras – Linha Amarela
Linha 2 (Expressa): Rio das Pedras – Jardim Oceânico
Linha 4 (Expressa): Rio das Pedras – Barra Shopping
Linha 5: Muzema – Jardim Oceânico
Linha 7: Linha Amarela – Muzema – Jardim Oceânico
Linha 8 (Expressa): Bosque de Marapendi – Jardim Oceânico
Linha 9 (Circular): Lagoa de Jacarepaguá
Linha 12 (Expressa): Gardênia Azul – Jardim Oceânico


