Os resultados financeiros dos clubes do Rio de Janeiro referentes ao ano de 2025 foram tornados públicos, revelando que o Botafogo apresenta o maior déficit entre os times cariocas. O alvinegro terminou o exercício com um prejuízo aproximado de R$ 290 milhões, com laudos variando entre R$ 286 e R$ 287 milhões. Esse déficit ocorreu apesar do clube ter alcançado uma receita recorde de R$ 1,39 bilhão no mesmo período.
Os investimentos realizados em 2025 contribuíram para que a dívida total do clube ultrapassasse R$ 2,5 bilhões. Algumas dessas obrigações financeiras permanecem em aberto, resultando em sanções por parte da FIFA. Atualmente, o Botafogo enfrenta seu quinto Transferban em 2026, motivado pela falta de pagamento de multas estipuladas pela entidade máxima do futebol.
Recuperação Judicial
No mês de maio, o Botafogo solicitou recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima atendeu ao pedido e deu início ao processo.
No documento apresentado para justificar a reestruturação financeira, a SAF do Botafogo fez severas críticas a John Textor e à Eagle Football, alegando prejuízos devido à falta de investimentos e desvio de recursos. Com Textor afastado judicialmente, Eduardo Iglesias foi nomeado como novo diretor-geral com o objetivo de reorganizar as finanças do clube e tentar salvá-lo.
A SAF do Botafogo apontou que a Eagle Football, sua acionista majoritária, é responsável por um “significativo processo de descapitalização”, afirmando que mais de R$ 900 milhões deixaram de ser reinvestidos no clube. Essa situação ocorreu enquanto o Botafogo não recebia os aportes e o suporte financeiro necessários para sua manutenção.
John Textor é considerado responsável pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelo Botafogo e foi afastado da gestão desde 23 de abril por uma decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas. Confira abaixo os detalhes financeiros:
Destaques da Reestruturação Financeira:
- Categoria: Dívida Total – + R$ 2,5 bilhões
- Categoria: Dívida na Recuperação Judicial – R$ 1,286 bilhão
- Categoria: Dívida Tributária – ~ R$ 400 milhões
- Categoria: Prejuízo Alegado (Eagle) – R$ 900 milhões
- Novo Diretor-Geral: Eduardo Iglesias



