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Bienal do Livro Rio promove visitas de escritores a escolas municipais em ano sem evento presencial

A iniciativa vai passar por pelo menos cinco escolas municipais e atender cerca de mil alunos de 6 a 10 anos.

Divulgue pra geral:

Em 2026, a Bienal do Livro Rio deu início a uma nova etapa do projeto Bienal nas Escolas. Pela primeira vez, a iniciativa ocorre em um ano em que o festival literário não será realizado, com o objetivo de continuar promovendo a formação de leitores entre os alunos da rede pública. A expectativa é que pelo menos cinco instituições de ensino sejam visitadas, impactando diretamente cerca de mil crianças com idades entre 6 e 10 anos.

A abertura do projeto aconteceu na sexta-feira (10/04), na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, localizada em Osvaldo Cruz, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Neste ano, o tema escolhido foi “Livros mudam o jogo”, alinhando-se ao calendário esportivo de 2026. A escritora Kiusam de Oliveira foi a convidada especial para esta estreia.

Kiusam de Oliveira, conhecida por sua contribuição à literatura afrodidática, abordou temas como leitura, infância e reconhecimento durante o encontro. “Foi uma experiência muito rica, pois reconheço as histórias e experiências desses alunos. Sou uma mulher negra e professora há mais de quatro décadas; trago essa trajetória para minha escrita”, afirmou a autora.

<pEla também ressaltou a importância da leitura na formação do imaginário infantil. “Acredito que tudo começa com a leitura do mundo, ainda antes da decifração das palavras. Esse é o motor que me impulsiona como educadora e escritora. Quando a criança se identifica consigo mesma, ela compreende que pode sonhar e transformar sua realidade”, destacou Kiusam de Oliveira.

Além dos encontros com autores renomados, o projeto oferece mediações e dinâmicas focadas na escuta ativa, imaginação e enriquecimento do repertório literário. Esta ação é fruto da parceria entre o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a GL events Exhibitions, contando com o patrocínio da OLX e Accenture. Cada escola participante receberá 100 livros para fortalecer suas bibliotecas e espaços de leitura.

A diretora Aline de Abreu Cardoso Lopes avaliou positivamente a chegada do projeto à rotina escolar: “É extremamente relevante, já que sempre trabalhamos com projetos literários. Temos piqueniques literários, produção de livros e corredores dedicados à leitura em todas as salas. Trazer a Bienal para dentro da escola proporciona uma nova perspectiva sobre os livros, tornando essa interação mais lúdica”, declarou Aline.

A repercussão entre os alunos também é notável. Lara Braga, uma aluna de 10 anos, compartilhou sua experiência: “Já conhecia os livros da autora! Ela contou trechos das obras e ensinou várias histórias. Dois dos meus favoritos são ‘Com qual penteado eu vou’ e ‘Tayó em quadrinhos’. Gosto deles porque tratam de temas importantes como respeito ao cabelo e à cor da pele”, revelou Lara.

A edição deste ano busca unir futebol e literatura em sua proposta. Os autores são vistos como “artilheiros” enquanto as leituras são consideradas jogadas que podem mudar vidas. Dentro dessa abordagem inovadora, cada aluno receberá um álbum de figurinhas exclusivo para o projeto, apresentando personagens clássicos da literatura mundial como Dom Quixote, Sherazade, Iara, Sherlock Holmes e Peter Pan.

A curadora do Bienal nas Escolas, Carol Sanches — jornalista e pedagoga — acredita que essa estratégia ajuda a aproximar as crianças dos livros: “O elemento lúdico do futebol traduz a ideia de pertencimento. Ao trazer personagens para ‘o campo’, a leitura deixa de ser algo distante e se torna parte do cotidiano das crianças de maneira natural e divertida”, explicou Carol Sanches.

No ano anterior, em 2025, o projeto alcançou 11 escolas das redes municipal e estadual, envolvendo mais de 2 mil alunos e registrando um aumento de 25% na procura por livros nas bibliotecas das unidades atendidas. Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, comentou sobre esses dados: “Quando trazemos a literatura para as escolas de forma vibrante e divertida, criamos conexões duradouras. O aumento na demanda por livros indica que esses encontros despertam curiosidade e ampliam o desejo por leitura”, observou Bruno Henrique.

O projeto visa também facilitar o acesso à literatura para aqueles alunos que muitas vezes não conseguem participar da Bienal do Livro Rio durante seu período oficial. Levando autores e atividades diretamente às escolas, essa iniciativa mantém o evento ativo durante todo o ano letivo e reforça os laços entre leitura, educação e cultura.

Para Dante Cid, presidente do SNEL, esse alcance representa um dos principais objetivos da proposta: “A leitura possui um poder transformador; iniciativas como Bienal nas Escolas demonstram que ao expandir o acesso aos livros e fomentar conexões significativas, conseguimos fazer com que eles realmente entrem em cena na vida dos estudantes”, concluiu Dante Cid.

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