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Batismo do Príncipe Imperial acontece em icônica igreja da aristocracia carioca

A cerimônia foi divulgada nesta quarta-feira pela Família Imperial Brasileira nas redes sociais e reuniu integrantes da antiga Casa Imperial

Divulgue pra geral:

Na tarde de quarta-feira, 20 de maio, foi realizado o batizado do príncipe Dom Arthur de Orleans e Bragança, que tem apenas dois anos. A cerimônia ocorreu na histórica Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, um templo que possui uma longa conexão com a história da monarquia brasileira e a elite carioca. O evento contou com a presença de membros da antiga Casa Imperial, conforme anunciado pelas redes sociais da Família Imperial Brasileira.

O pequeno Dom Arthur é fruto da união entre o príncipe Dom Pedro Alberto de Orleans e Bragança e a princesa Dona Alessandra de Orleans e Bragança. Ele nasceu em 30 de março de 2024 e teve seu batizado oficiado por Sua Alteza Real o príncipe padre Dom Alessandro das Duas Sicílias.

A publicação feita pela Família Imperial destacou também a linhagem do menino dentro da Casa Imperial Brasileira. Dom Pedro Alberto, seu pai, é o primogênito do príncipe Dom Alberto de Orleans e Bragança, que é irmão mais novo de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, reconhecido por grupos monarquistas como chefe da Casa Imperial. Por sua vez, Dona Alessandra, cujo nome completo é Alessandra Haegler Fragoso Pires, é descrita como pentaneta do Barão de Aracati. O casal selou sua união em 2021.

Igreja com uma rica história ligada à Monarquia

A escolha pela Igreja da Glória do Outeiro não foi aleatória. Este templo é considerado um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro e é bastante procurado para casamentos da alta sociedade local. Desde o século XIX, a igreja mantém uma relação histórica com a família imperial brasileira. Um marco importante foi o batizado de Maria da Glória em 1819, primeira filha de Dom Pedro I e Dona Leopoldina, futura rainha de Portugal; além dela, figuras como Dom Pedro II e a princesa Isabel também foram batizados nesse mesmo local.

Erguida em 1739, a igreja ganhou notoriedade ainda maior após a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil em 1808. Em 1839, Dom Pedro II outorgou à irmandade o título de “imperial”, fortalecendo os laços entre o espaço sagrado e a monarquia brasileira. Anos depois, durante o governo de Getúlio Vargas, o templo foi tombado pelo IPHAN e reconhecido como Monumento Nacional.

Atualmente, as missas na Igreja da Glória do Outeiro ocorrem aos domingos às 9h e às 11h. A visitação está disponível de segunda a sexta-feira das 9h às 12h e das 13h às 16h; já aos sábados e domingos, os horários são das 9h às 12h. O museu anexo funciona durante a semana das 9h às 12h e das 13h às 16h, além dos horários matutinos nos fins de semana.

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