A corrida política no Rio de Janeiro ganha um novo protagonista na disputa pelo Senado. O deputado estadual Anderson Moraes é considerado uma forte aposta do Partido Liberal (PL) para concorrer a uma das cadeiras na eleição deste ano, segundo informações de bastidores.
Famoso por seu lema “Eu não desisto”, Moraes já exerceu a função de secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e é reconhecido por sua postura conservadora na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A movimentação em torno da candidatura de Moraes é impulsionada por sua proximidade com a família Bolsonaro, que lhe confere apoio político e reconhecimento no contexto bolsonarista. Nos círculos políticos, há uma expectativa de que, caso sua candidatura seja oficializada, ele se posicione como um representante fiel das bandeiras defendidas por Jair Bolsonaro no estado, buscando conquistar o eleitorado conservador.
A disputa interna entre os integrantes do PL se intensificou após Cláudio Castro anunciar sua desistência da pré-candidatura ao Senado, em meio a investigações da Polícia Federal. A retirada de Castro abriu espaço para uma competição acirrada pela vaga que anteriormente era considerada destinada ao ex-governador.
Antes da inclusão de Anderson Moraes nas negociações, outros três nomes já estavam sendo discutidos dentro do partido para substituir Castro: o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante; o deputado federal Carlos Jordy; e o senador Carlos Portinho. A liderança do partido deverá realizar pesquisas para avaliar a viabilidade eleitoral desses candidatos.
Sóstenes Cavalcante se destaca como uma figura com influência nacional dentro do partido e mantém boas relações com a ala bolsonarista. Por outro lado, Carlos Jordy possui uma base electoral no Rio e uma trajetória mais ideológica, alinhando-se a parte do eleitorado conservador. Carlos Portinho, que busca a reeleição, ocupa a cadeira senatorial desde o falecimento de Arolde de Oliveira, de quem era primeiro suplente.
A possível entrada de Anderson Moraes altera o cenário da disputa interna. Diferente de Sóstenes e Jordy, que ocupam mandatos federais, e Portinho, que já está no Senado, Moraes poderia ser visto como um candidato mais conectado à política estadual e às bases da Alerj.
Essa característica pode ser decisiva caso o PL opte por um candidato com maior identificação com a militância bolsonarista fluminense e que tenha capacidade para fazer campanha focada em questões locais, especialmente em temas relevantes como segurança pública, costumes e resistência ao governo federal.
No momento, as decisões ainda estão indefinidas. A escolha final dependerá das avaliações feitas pela família Bolsonaro sobre a capacidade de crescimento nas pesquisas de cada nome e da composição da chapa majoritária do partido no Rio de Janeiro.



