Ao fazer a transição do jornalismo esportivo para o político, eu tinha plena consciência de que estaria entrando em um universo bastante distinto. Contudo, o nível de complexidade que encontrei superou minhas expectativas.
Não costumava acompanhar o Diário Oficial, e é seguro afirmar que essa prática não é comum entre a maioria da população. A linguagem técnica e a correria do dia a dia contribuem para isso. Assim, a função do jornalismo político se torna essencial: transformar essas informações em conteúdos acessíveis e compreensíveis, aproximando os cidadãos das decisões que afetam diretamente suas vidas e o estado em que vivem.
O trabalho no jornalismo é desafiador por si só, mas a experiência de atuar na área política no Rio de Janeiro intensifica essa dificuldade. O profissional enfrenta um constante desafio de equilibrar agilidade com responsabilidade, especialmente em um ambiente social que muda rapidamente. Em tempos em que as notícias se espalham com uma velocidade quase instantânea, é vital agir com rapidez sem comprometer a precisão, sempre atento ao compromisso com o bem público. Nesse contexto, a transparência deve ser vista não apenas como um princípio, mas como uma obrigação fundamental.
No cenário atual do Rio de Janeiro, essa tarefa se torna ainda mais complicada. A situação é muitas vezes caótica e marcada por mudanças constantes, como podemos observar nas recentes discussões eleitorais no estado.
Mais do que apenas relatar fatos, o papel do jornalismo político é esclarecer, contextualizar e dar significado às informações, contribuindo assim para uma sociedade mais consciente e participativa.
O jornalista Alex Campos possui formação pela Facha e já atuou em diversos veículos e agências de comunicação. Atualmente, ele exerce a função de Assessor Parlamentar na Alerj.



